E lá vamos nós…

Na terça-feira, o governo estadunidense afirmou ter desmantelado um possível complô terrorista iraniano, que visava assassinar o embaixador da Arábia Saudita em Washington. Segundo Gustavo Chacra, correspondente do jornal O Estado de S. Paulo em Nova York, “um suposto espião iraniano com cidadania americana, Manssor Arbabsiar, teria negociado o assassinato com um cartel de drogas mexicano, sem saber que seu interlocutor era um agente infiltrado dos EUA”.

O roteiro elaborado pela gestão de Barack Obama é hollywoodiano, cheio de clichês e daria um péssimo filme.

Segundo Obama, o complô é “indiscutivelmente atribuído ao Irã”. Hillary Clinton deu o ar da graça com um discurso inflamado, onde afirmou que o país norte-americano vai trabalhar para aumentar o isolamento internacional do Irã e a pressão sobre o seu governo. Já Joe Biden, ao ser questionado sobre uma possível intervenção militar,  disse que “nenhuma opção pode ser retirada da mesa”, ou, em outras palavras, “é certo que vamos começar mais uma guerra estúpida para desviar a atenção da população da nossa economia em frangalhos”.

Autoridades iranianas classificaram as acusações do governo americano como falsas, hilárias e amadoras.

Guardadas as devidas proporções, foi assim quando Lyndon Johnson acusou o Vietnã do Norte de participar do ataque a embarcações norte-americanas no Golfo de Tonquim, em 1964, e foi assim quando George W. Bush acusou o Iraque de possuir armas de destruição em massa, em 2003.

O pretexto é basicamente o mesmo há quase cinco décadas.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s